
Olá a todos!
Ufa, até que enfim que consegui recuperar o tempo perdido, que no final de contas não foi. A minha viagem fantástica até Roma foi bastante proveitosa e deu para aumentar ainda mais a minha cultura, já de si, muito elevada. E após muita procura no mundo cultural nacional, eis a minha primeira proposta quentinha quentinha. Espero que gostem…
Para primeiro momento cultural, decidi deslocar-me ao encontro de uma das artes que mais aprecio, o Teatro! E sem qualquer dúvida acerca da peça que iria focar, eis o meu conselho para um tempo bem passado. Diferente, inesperada, moderna, rebelde e muito sedutora, tenho a certeza de que irão gostar de ver estas conversas de mulheres que falam sem tabús ou preconceitos acerca do maravilhoso mundo das mulheres! E para abrir o apetite, começo por vos mostrar um pequeno excerto da peça:
A MINHA VAGINA ERA A MINHA ALDEIA
A minha vagina era um campo verde com flores rosadas e claras, onde as vacas mugiam e o sol repousava, e que um meigo namorado tocava suavemente com uma pequena palha dourada.
Há algo entre as minhas pernas. Não sei o que é. Não sei onde está. Não lhe toco. Agora não. Já não. Desde então.
A minha vagina era tagarela, impaciente, tinha tanto para dizer, muitas coisas para contar, não desistia e não se calava. Ó sim, ó sim.
Desde que sonho que nela existe um animal morto cosido com linha de pesca negra e grossa. E o terrível cheiro deste animal morto não desaparece. A sua garganta foi cortada, sangra e suja os meus vestidos finos de Verão.
A minha vagina cantava as canções das raparigas, as canções tilintantes dos badalos das cabras, as canções dos agrestes campos no Outono, as canções da vagina, as canções da vagina que era o meu lar.
Desde que os soldados a trespassaram com uma espingarda grande e grossa. O cano de aço gelado cala o meu coração. Não sei se vão dispará-la ou empurrá-la até ao meu cérebro e girá-la. Entre eles, seis médicos monstruosos com máscaras negras enfiam garrafas dentro de mim. Vejo paus e o cabo de uma vassoura.
A minha vagina nadava nas águas do rio, nas águas límpidas que jorravam continuamente sobre as pedras queimadas do sol, sobre o clítoris duro como as pedras sobrepostas nas margens do rio.
Desde que ouvi a pele rasgar-se e guinchar, desde que fiquei com um pedaço da minha vagina na mão, uma parte do lábio que já não existe.
A minha vagina. Uma aldeia cheia de vida e húmida à beira do rio. A minha vagina era a minha aldeia.
Desde que homens que cheiravam a fezes e a carne fumada se revezaram durante sete dias e deixaram o seu esperma hediondo dentro de mim. Tornei-me um rio de veneno e pus e todas as colheitas morreram. Tal como os peixes.
A minha vagina era uma aldeia cheia de vida e húmida à beira do rio.
Eles invadiram-na. Chacinaram e incendiaram-na.
Agora já não lhe toco.
Não a visito.
Já lá não vivo.
Não sei onde fica.
Com um título provocador e irreverente, esta peça partilha com o público diferentes particularidades do universo feminino, indo ao encontro de temas como a menstruação, as terapias de grupo, o prazer, as infedilidades conjugais. Inspirada em diversas realidades do mundo, estas Vaginas narram assim histórias do quotidiano feminino, revelando intimidades, temores, vulnerabilidades e vitórias das próprias mulheres, baseadas em entrevistas realizadas pela autora a mais de 200 mulheres em todo o mundo.> Escrita em 1996 por Eve Ensler, esta peça de dimensão mundial, foi traduzida em em mais de 45 línguas e apresentada em cerca de 119 países. A nível internacional, já foi protagonizada por actrizes como Jane Fonda, Whoopi Goldberg, Oprah Winfrey, Susan Sarandon ou Meryl Streep.
Estes Monólogos chegaram a Portugal em Outubro de 2000, tendo-se distinguido pela interpretação de Guida Maria. Após cinco meses em cena no auditório do Casino Estoril, a actriz apresentou-se no Teatro Villaret, iniciando, posteriormente, uma bem sucedida digressão nacional.
Este ano, “Os Monólogos da Vagina” estão de volta numa encenação de Isabel Medina, reunindo desta vez no palco do Casino Lisboa, as actrizes Ana Brito e Cunha, Guida Maria e São José Correia.
Com um título provocador e irreverente, esta peça partilha com o público diferentes particularidades do universo feminino, indo ao encontro de temas como a menstruação, as terapias de grupo, o prazer, as infedilidades conjugais. Inspirada em diversas realidades do mundo, estas Vaginas narram assim histórias do quotidiano feminino, revelando intimidades, temores, vulnerabilidades e vitórias das próprias mulheres, baseadas em entrevistas realizadas pela autora a mais de 200 mulheres em todo o mundo.>
Escrita em 1996 por Eve Ensler, esta peça de dimensão mundial, foi traduzida em em mais de 45 línguas e apresentada em cerca de 119 países. A nível internacional, já foi protagonizada por actrizes como Jane Fonda, Whoopi Goldberg, Oprah Winfrey, Susan Sarandon ou Meryl Streep.
Estes Monólogos chegaram a Portugal em Outubro de 2000, tendo-se distinguido pela interpretação de Guida Maria. Após cinco meses em cena no auditório do Casino Estoril, a actriz apresentou-se no Teatro Villaret, iniciando, posteriormente, uma bem sucedida digressão nacional.
Este ano, “Os Monólogos da Vagina” estão de volta numa encenação de Isabel Medina, reunindo desta vez no palco do Casino Lisboa, as actrizes Ana Brito e Cunha, Guida Maria e São José Correia.
Bilhetes à venda:
- Casino Lisboa, Lojas Fnac, Worten, Bliss, Bulhosa, Megarede.
- Informações reservas atráves do telefone: 707 234 234
- 3ª a Sábado pelas 22:00h
Domingos às 17:00h
- Preços: De 18€ a 22€
Espero que gostem e aproveitem o tempo cultivando-se diariamente.
Beijinho culturalmente fabulous… A vossa, Sis´da Cultura!